Desapego e Sexo anal

Hoje eu não estou muito inspirada para começar um texto, então vou só jogar as informações que me veem à cabeça.

Fui casada por um tempo, quase por uma década, e posso afirmar que durante esse período tivemos altos e baixos sexuais, como em qualquer relacionamento, acredito eu. Descobri outros prazeres enquanto tocávamos a vida matrimonial, transas em locais abertos, em escadas de prédio, em capô de carros... foram diversas aventuras. No entanto, meu melhor avanço quando se fala de sexo foi abrir a mente para me relacionar com o sexo feminino. E foi meu ex-parceiro que plantou sementinhas que ao longo do tempo foram crescendo e quando percebi, já estava me tocando imaginando outra garota me chupando. Até que em algum momento aconteceu e foi melhor do que minha imaginação fértil criava.

Por outro lado, houve bloqueio de outras atividades sexuais, como por exemplo o sexo anal e o gozo na boca. Raramente aconteceu essa última, e o anal, só tentamos poucas vezes e nunca tivemos sucesso.

Quando me vi separada, ouvi de um ficante que para eu "ser perfeita" só faltava aceitar essas duas coisas. É engraçado relembrar isso, porque buscando agora esses fatos nas memórias, me recordo que em uma ocasião meu ex-parceiro disse que para eu ser a "esposa perfeita" só faltava ser bi. O mais irônico é que quando isso aconteceu, ele não aguentou manter o relacionamento.

Continuando sobre "ser perfeita", claro que estou longe disso e nem cogito, mas gosto de pensar que explorar os prazeres da carne ao máximo me faz satisfeita em muitos aspectos. obviamente existe limites para isso, mas o anal e a gozada na boca eram duas coisas que eu queria me desapegar.

Homens precisam entender que para algumas (muitas) mulheres sexo anal é como perder a virgindade. Tem valor sentimental e tem que ser com uma pessoas especial. No meu caso foi, tanto o momento quanto a pessoa. Diria que foi mágico!

Mas aprendi a me "desapegar" do sentimentalismo envolvido nesse orifício, e quando me pedem, desde que o cara saiba penetrar com jeito, acontece. A visão do cara metendo lá atrás e segurando-se ao máximo para não gozar no mesmo segundo é imensamente prazerosa. Eu apenas me divirto, e também sinto-me satisfeita por conseguir "romper" esse limite do meu corpo, porque no fim das contas, corpo é matéria, e é com nosso espírito que a gente precisa se apegar. Por isso, comecei a estudar a filosofia e o sexo tântrico. E vamos ver o que essa experiência nos espera!

"Tantra é um caminho para a libertação através da expansão do conhecimento de si e da aceitação incondicional."





Comentários

  1. Muito bem. Gostei dessa abertura. O sexo anal é maravilhoso, sendo feito com vontade e carinho, da parte dele.

    Bjocas visite-nos

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  2. Sem dúvida que uma mulher perfeita, na questão sexual, é aquela que não tem tabus em qualquer cena de sexo. Gostei muito de ler.

    Deixo cumprimentos.

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  3. Nada contra quem goste, mas duas coisas que não me atraem são o sexo anal e o gozo na boca.

    Minhas abordagens da mulher são mais face a face. Gosto de olhar para ela e ao mesmo tempo ser visto de modo que, até no coito vaginal por trás, não sou chegado. Aliás, curto sexo sem penetração.

    No fundo, o que gosto é de uma masturbação a dois, vendo diante de meus olhos uma mulher delirando de prazer e chegando ao orgasmo com as próprias mãos. Sem precisar de pênis e nem de camisinha.

    Obviamente que uma preliminar bem feita não é dispensável. Muito pelo contrário. pois após os dois terem feito muitas carícias, podem substituir o coito convencional por uma boa masturbação mútua. Seja um fazendo no outro ou cada qual em si mesmo para o outro.

    Há muitas sensações que podem ser exploradas sem precisarmos levar o sexo para o lado penetrativo e aí acho que nós homens muito podemos aprender com o sexo lésbico.

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