Decidi me vender

Me lembro exatamente como me veio a ideia de começar a comercializar o meu corpo, entrei para o banho, e como de sempre, pensando em todas as contas e projetos que eu tinha, e como faria para resolvê-los, até que a ideia apareceu, junto com um misto de medo e vergonha, mas comecei a racionalizar.



 Eu sempre fui muito prática com as coisas, mas esse lado da minha personalidade briga sempre com o lado moral, aquele que me foi repassado pela família e cultivado no meio social. O medo do que as pessoas poderiam falar sempre sinalizava mais do que o que eu realmente gostaria de viver.
Mas, pensando bem, agora enquanto escreve esse primeiro post, se eu analisar a minha vida, as minhas decisões, o meu lado aventureiro e decidida sempre teve seu espaço garantido na minha vida, mas brigando muito com o que é certo ou politicamente correto.
Então tudo bem, "tá tudo bem", essa é a frase que venho repetindo em pensamentos há tempos, frase chavão da Youtuber Jojot, que quero registrar aqui que sou fã de carteirinha, caso ela venha saber da minha existência futuramente.
Briguei comigo mesma mentalmente durante dias, cogitei todas as possibilidades, pesquisei diversas histórias, revirei tudo o que eu podia sobre o universo das garotas acompanhantes, e num determinado dia, decidi arriscar e fui ao meu primeiro programa.
Assunto para o próximo post, bjim

Comentários

  1. Respostas
    1. Por enquanto sim, por incrível que pareça, me sinto literalmente mais valorizada. Me sinto uma bonequinha de luxo. Me cuido e me entrego para quem me contrata, sem drama, sem falsas esperanças de que o cara vai ligar no dia seguinte porque eu cumpri o protocolo e fiz tudo direitinho. É só sexo casual, dinheiro no bolso e a certeza que não preciso alimentar nada emocionalmente. Sem explicações, sem cobranças. Pra mim, especificamente, funciona.

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  2. Tenho medo de ser flagrada por algum conhecido e cair na boca do povo!

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  3. Olá!

    Cheguei até aqui através de um link no blogue do Nuno.

    Achei bem interessante o seu relato e a maneira livre e desinibida como expôs sua experiência.

    Realmente você é uma garota de programa diferente das que conheci até hoje, destacando-se por sua comunicação e cultura, característica nem sempre encontrada nas moças que comercializam o corpo.

    Suponho que muitas meninas entrem nesse meio um pouco por necessidade e/ou porque gostam. Acaba sendo uma maneira de encontrar mobilidade social num país onde as oportunidades são negadas.

    Posso dizer que pra mim pouco incomoda o fato de pessoas fazerem sexo pago. Encaro com certa naturalidade considerando a liberdade de cada um. E luto para que os profissionais do sexo sejam respeitados e tratados com dignidade.

    Minha primeira relação sexual foi numa antiga zona de prostituição no Rio chamada de Vila Mimosa, perto da estação Estácio do Metrô. Tinha meus 16 anos e fiquei tão tenso que, na ocasião, nem consegui ter uma ereção. No ano seguinte, tive êxito e daí até hoje nunca mais brochei, sendo que minhas experiências iniciais foram todas com profissionais, algo que durou um bom tempo.

    Há muito não procuro mais sexo pago e, no momento, nem desejaria relacionar-me desse jeito dentro do meu contexto de vida hoje. Porém, não julgo os homens que buscam satisfação através de uma profissional pois eles também têm suas razões e aprendi que a ninguém se deve julgar nesta vida.

    A respeito da moral, ela pra mim é lixo. Pois considero importante tão somente a ética, mas não aquilo que a sociedade estabelece como padrão. Afinal, o que os outros têm a ver com as nossas vidas?!

    Um abraço e continue blogando assim como estudando.

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